domingo, 13 de junho de 2010

Melanoma e outros tipos de câncer de pele são muito frequentes em pacientes com Parkinson

From Neuroblog
De acordo com um novo estudo que avaliou mais de dois mil pacientes e que foi publicado na edição de março dos Archives of Neurology, os pacientes com doença de Parkinson (DP) apresentam alta incidência de melanoma e outros tipos de câncer de pele. Além disso, comparados com os grupos controle (que usaram dados de dois grandes bancos de dados de vigilância em câncer), os pacientes com DP apresentam probabilidade duas vezes mais alta de apresentar melanoma invasivo, e sete vezes mais alta de ter qualquer tipo de melanoma.    

Atualização: Lítio não é efetivo contra ELA

From Neuroblog
Dois estudos independentes que tinham como objetivo confirmar que o lítio retarda a progressão da esclerose lateral amiotrófica (ELA) - um achado de um estudo em 2008 que trouxe grandes esperanças a milhares de pacientes em todo o mundo - relataram que, infelizmente, ele não funciona.  

domingo, 2 de maio de 2010

Significância estatística nem sempre se traduz em eficácia clínica

Nem sempre, de acordo com um estudo recentemente publicado no periódico Archives of Neurology. Nele, foram incluídos 653 indivíduos com doença de Parkinson em vários graus de comprometimento. Estes pacientes foram avaliados de acordo com os escores do UPDRS e mais três outras escalas: incapacidade de acordo com a Escala de Atividades da Vida Diária de Schwab e England, estágio da doença (de acordo com a escala de Hoehn e Yahr), e qualidade de vida (segundo a Short Form Health Survey, com 12 itens).
      A avaliação da concordância entre as três escalas demonstrou que para que fosse identificada uma diferença clinicamente significativa mínima precisaríamos ver uma diferença de pelo menos 2,3 a 2,7 pontos na escala motora do UPDRS e 4,1 a 4,5 pontos na pontuação total desta mesma escala.


domingo, 7 de março de 2010

Estudo BALANCE, comparando o uso de lítio e valproato no transtorno bipolar I é favorável aos esquemas contendo lítio

A maioria das diretrizes sobre o tratamento do transtorno bipolar lista o lítio e o valproato como estabilizadores de humor de primeira linha, embora as prescrições de lítio tenham caído recentemente, provavelmente devido à necessidade de monitorização trabalhosa dos efeitos adversos renais e sobre a tireoide, entre outros, e o vigoroso marketing do valproato.
Os investigadores do estudo BALANCE, com o objetivo de definir qual o melhor esquema terapêutico para tratamento do transtorno bipolar I, caracterizado por episódios bem definidos de mania, acompanharam durante 24 meses 330 pacientes com 16 anos de idade ou mais portadores de transtorno bipolar 1 em 41 centros no Reino Unido, França, EUA e Italia,

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Estudo comparando antidepressivos favorece tricíclicos para depressão na doença de Parkinson

Cerca de 50% dos pacientes com doença de Parkinson são afetados eventualmente pela depressão, um sintoma que pode ser para muitos mais incapacitante do que a doença de base em si. O tratamento, entretanto, baseava-se mas na experiencia clínica e nos fármacos mais utilizados no momento, e não exatamente em estudos controlados, duplo-cego, comparando medicamentos. Entretanto, foi agora publicado na Neurology um estudo comparando a nortriptilina com a paroxetina, com resultados favoráveis à primeira.
Neste estudo, foram acompanhados durante 8 semanas 52 pacientes com doença de Parkinson que preenchiam os critérios para depressão ou distimia. Os pacientes foram randomizados para tomar paroxetina CR (dose inicial 12,5 mg/d, podendo aumentar até 37,5 mg/d) ou nortriptilina (25 a 75 mg/d);

terça-feira, 21 de abril de 2009

Antidepressivo em dose baixa reduz o risco de depressão pós-AVC

De acordo com um estudo publicado no JAMA, pacientes com AVC randomizados para receber uma dose baixa (10 a 20 mg/dia) de escitalopram diariamente durante um ano tiveram probabilidade significativamente menor de sofrerem com depressão do que os pacientes tomando placebo ou submetidos a terapia focada na resolução de problemas.
Varios estudos já haviam demonstrado anteriormente que é grande a incidencia de depressão pós-AVC, chegando a afetar mais de um 1/3 dos pacientes um ano após o evento. Um estudo publicado em 1993 no American Journal of Psychiatry relatou que, após ajustar para outras variáveis, pacientes com depressão aguda pós-AVC tinham um risco significativamente aumentado de morte nos dez anos seguintes; outro estudo publicado na revista Stroke em 2001,

FDA aprova a primeira droga para tratamento da coréia na doença de Huntington

A notícia já é meio "antiga" porém muito importante! O FDA liberou em agosto de 2008 a tetrabenazina (TBZ) como a primeira droga para tratamento da coréia na doença de Huntington (DH), uma doença rara, de herança autossômica dominante, que afeta cerca de 1:10.000 indivíduos nos EUA (no Brasil, não temos estatísticas confiáveis ainda). A doença é causada por uma repetição do trinucleotídeo CAG no gene HD, que codifica a proteina huntingtina, cuja função é desconhecida mas aparentemente está relacionada ao desenvolvimento, e resulta em uma degeneração geneticamente programada das células cerebrais, levando a perda da capacidade intelectual, transtornos emocionais e movimentos descontrolados. Os sintomas começam geralmente entre os 30 e 50 anos de idade, e progride lentamente; os pacientes podem esperar viver pelo menos cerca de 15 a 20 anos após o início dos sintomas. Os filhos de um paciente afetado (pai ou mãe) têm 50% de chance de desenvolverem também a doença e já existe há alguns anos um teste genético para diagnóstico.
O tratamento é paliativo e sintomático, e incluiu de modo geral benzodiazepínicos e antipsicóticos típicos (cuja utilização a longo prazo resulta em parkinsonismo e discinesia tardia) e, mais recentemente,